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Biografia do Júlio César

            Nascido da união de José Francisco Alves e Rita de Cássia Seco Alves, aos 18 de abril de 1979, às três e vinte, no hospital São Lucas de Diadema em São Paulo, Júlio César Alves residiu em São Paulo no bairro de Americanópolis até os sete anos de idade. Teve duas irmãs: Luiza Roberta Alves (nome escolhido por ele mesmo) e Maria Rita Alves (falecida antes mesmo do parto).
Foi matriculado na E.M.E.I Leonor Mendes de Barros, onde estudou até o final de 1985. Em seguida foi matriculado na E.E.P.G. Profº Miguel Roque (escola de seu maior orgulho) onde cursou o primeiro ano primário até o terceiro bimestre letivo. Depois mudou para Santo André no ABC Paulista, onde completou a primeira série, cursou toda a segunda e o primeiro bimestre da terceira na E.E.P.G. Profº Francisco Gomes Martins quando se mudou para o subúrbio Clube de Campo para morar com sua tia Janete e estudar até o terceiro bimestre com a sua prima Magda na E.E.P.G. Profª Francisca Helena Fúria. Nesta mesma época, estudou por autodidaxia, a língua inglesa.
Como seu pai havia ficado desempregado em São Paulo e não consigo encontrar mais emprego, foi procurar em Campinas; venderam a casa que até então era alugada desde quando moravam em Santo André. Júlio, morando temporariamente com sua avó, volta a estudar novamente na Miguel Roque, termina a terceira série e cursa até a metade da Quarta porque seus pais vieram buscá-lo para levá-lo a Campinas, pois lá, seu tio Geraldo, como trabalhava na Lacom Schwitzer desde 1980, conseguiu emprego ao seu pai. Júlio fez então o terceiro bimestre da Quarta série E.E.P.G Pr. Domingos Zatti. Sua mãe trabalhando como costureira e seu pai como operador de máquina, moraram com seu tio (por cinco meses) até seu pai conseguir encontrar casa a venda. Não conseguindo na primeira vez, moraram de aluguel no bairro vizinho (Parque Fazendinha), mas conseguindo na Segunda oportunidade mudaram-se para o bairro Nova Boa Vista aos vinte e seis de agosto de 1989, onde terminou a quarta série na E.E.P.G. Profª Maria de Lourdes Luize Leite do Canto depois de ficar para recuperação em matemática. Na Quinta série, também ficou para recuperação em educação artística por relaxo em seus trabalhos e desenhos do 1º para o 2º semestre.
Desistido da língua inglesa, começou a estudar, pelo mesmo método, a língua japonesa.
No dia 13 de dezembro de 1992, estava recebendo sua 1ª eucaristia, formando-se no catecismo e cumprindo a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, depois de 2 anos de curso; estava atrasado; já havia começado a fazer em Clube de Campo, mas parou porque teve de ser mudar para Campinas.
Ainda na E.E.P.G Profª Maria Luize Leite do Canto, estudou até a metade de 1993 e pediu transferência para E.E.P.G Profª Armelindo Espúrio da Silva, onde concluiu o 1º grau em período noturno, pois tinha de estudar na unidade profissionalizante do SENAI Roberto Mange; havia se inscrito no 1º semestre de 1993 para o curso de mecânica geral e foi aprovado. Trabalhou como garçon num trailer perto de sua casa durante um trimestre, mas não continuou por causa do SENAI e porque o dono tinha se mudado.
Até o curso do SENAI, foi suspenso (por três dias) uma vez porque tinha brigado (se defendido) com o Fábio Cortezia porque ele tinha dado um soco em Júlio César.
Já cursando o SENAI, prestou o vestibulinho no final de 1993 para uma escola técnica de mecânica geral, o COTUCA, porém não foi aprovado em seus exames e mesmo que assim o tivesse acontecido, não iria cursá-lo porque estava sendo ameaçado por dois maus elementos que também estudavam no SENAI.
Enquanto isso, cursava também os cursos de informática na DATAMIL e os concluiu com boas notas em novembro de 1994. Inclusive, como era muito amigo do dono da escola, foi chamado junto com outros alunos melhores para ser monitor das outras turmas; convite este delicadamente recusado por Júlio que já cursava o SENAI.
Depois de muito sacrifício porque não haviam vagas nas escolas devido a grave dos professores, conseguiu segurar uma na E.E.P.G. Profº Yasuo Sasaki no Santa Esmeralda, onde ficou apenas 15 dias antes de ser transferido para a E.E.P.G. Profº reverendo José Carlos Nogueira, onde concluiu aos 20 de dezembro de 1996 com muita moral o segundo grau, pois saiu sendo monitor de história, geografia (o melhor da classe num seminário sobre a Grécia), português, matemática, química e física. No dia da colação de grau fez uma bonita homenagem ao então falecido professor de psicologia mais querido da escola: Djair de Lima.
Concluiu o curso de mecânica geral do SENAI em julho de 1995 e, por direito, o 1º grau pela Segunda vez num supletivo que o SENAI proporcionou com apenas uma única suspensão: a que teve por motivo de defesa a um ataque de um colega de classe.
O curso do SENAI era pago pela firma que pagava o aluno também e por ser um curso profissionalizante, teria que se cumprir o estágio de um ano conforme estava no contrato. Júlio cumpriu, trabalhou na firma que o patrocinava no curso: Lacom Schwitzer, a mesma que empregava seu tio Geraldo Donizzetti Alves e seu pai que era subordinado dele, mas como não tinha vaga, Júlio foi demitido em 01 de agosto de 1996. Porém, mais tarde, numa melhoria de serviço da empresa que naquela época passava por dificuldades, foi chamado de volta para trabalhar por mais três meses e depois disso, foi demitido novamente por coincidências no dia de sua formatura de segundo grau.
Revoltado com o ensino brasileiro, resolveu largar um pouco de estudar porque de tudo que queria aprender na escola, aprendeu muito pouco e por isso resolveu fazer um curso de arte cênica para aliviar esse estresse e essa revolta. Mas para sua decepção, o curso que havia entrado era uma cilada e foi extinto (professor Carlos da UNICAMP era falso). Contudo, Júlio não desistiu: enfrentou todos os preconceitos e foi em frente. Sabia que era necessário.
No início do ano de 1997, resolveu fazer um curso de produção em vídeo no Centro Social Presidente Kennedy, no bairro de São Bernardo em Campinas com o instrutor Edson Zanini sendo por ele convidado a fazer o curso novamente. Concluído o tal curso, começou a fazer produções em vídeo como serviço extra remunerado.
Em março do mesmo ano, mais precisamente no dia 31, conforme manda a constituição brasileira, se alistou nas forças armadas (exército). Passou por todos os testes e exames físicos e mentais sendo aprovado em todos; afinal, se ingressasse na carreira militar não seria um simples soldado, mas sim um aspirante a tenente.
Meados de abril. Júlio presta um concurso público para ser agente de segurança penitenciária e trabalhar na P1 de Hortolândia; é aprovado e aguarda chamada do governo.
Durante o mês de maio, procura por uma auto escola para se habilitar no trânsito. Matricula-se na Catedral no centro de Campinas e com 5 aulas, tendo como instrutor João Antônio (carro: gol) consegue ser aprovado no dia do exame (28/05/97) pelo delegado da 7ª Ciretran de Campinas, o sr. Wilson, cometendo apenas o descuido de esquecer o cinto de segurança e perdeu seus três pontos permitidos.
De quatro de outubro a seis de dezembro, apenas aos sábados, faz um segundo curso de teatro com o diretor Helvécio Alves Júnior (professor de educação artística no colegial que já era cobrado por essas aulas desde aquele tempo por Júlio) no distrito de Joaquim Egídio junto com sua irmã, sua prima Cristiane e mais uma atriz do primeiro grupo: Elaine. O elenco de 21 atores, incluindo o Júlio, estrearam a peça “Os sete pecados capitais” (anunciado pela imprensa local) no dia sete de dezembro de 1997 com um público de 150 pessoas na Casa de Cultura de Joaquim Egídio. Receberam também o certificado de conclusão do curso pago pela prefeitura das mãos do próprio diretor e assinado pelo prefeito de Campinas: Francisco Amaral. Foram convidados para apresentar novamente no ano seguinte para o pessoal da prefeitura.
Em 5 de janeiro de 1998, foi dispensado do serviço obrigatório militar por excesso de continente mesmo sendo escolhido e voluntário nas avaliações da NPOR (núcleo preparatório para oficiais da reserva). Porém, só pode pegar o certificado de dispensa em maio.
Ao terceiro dia de março desse ano, foi chamado para começar a cursar o período do primeiro dos três módulos do curso de formação de agentes de segurança penitenciária, já que prestara para este concurso depois de empossar-se aos 20 de fevereiro do ano em curso. Fez o segundo módulo em agosto daquele ano de 1998.
Ainda em agosto, tentou fazer serviços de despachante, mas foi barrado pela delegada da 7º Ciretran e desistiu de continuar. No mês seguinte, em 29 de setembro de 1998, foi emancipado pelo 2º Cartório de notas de Campinas pelo então responsável Francisco que lavrou sua emancipação para poder ter o direito de abrir e reconhecer firma em seu próprio nome.
Em março de 1999, começou a cursar o pré - vestibular no COC - Anchieta (Campinas), onde conheceu a irmã do apresentador da rede Globo (Fausto Silva), Ângela Maria, sua professora de geografia geral e do Brasil. No curso, foi convidado pelo seu professor de inglês, Mário Serra, para trabalhar em sua agência de traduções como intérprete de japonês, mas recusou o convite por achar que não tinha base e formação suficiente para realização de tal tarefa. Sua intenção no curso foi de ingressar na faculdade pública de São Paulo - a USP.
Nesse tempo, estava assumindo também a seção de material e patrimônio do Estado de São Paulo a convite do então diretor administrativo Dr. Newton Lara, na penitenciária I de Hortolândia, onde trabalhava até o momento.
Em abril de 1999, concluiu o terceiro e último módulo do curso de formação para ASP (imposto pela ACADEPEN) como orador na exposição do trabalho em grupo do qual fez parte, superando a expectativa (segundo os próprios examinadores - dentre eles o Dr. Newton Lara que lhe deu a oportunidade para trabalhar na administração penitenciária). Sua nota média nessa formação foi de 8,0.
Agosto do mesmo ano. Sua prima Crislaine (irmã da Cristiane, filha do Geraldo Donizete - que tinha trabalhado com Júlio na peça “Os sete pecados capitais”), convidou-o para fazer parte de um grupo de teatro no Castro Mendes. Antes desse convite, tentou a participação no SESI e não conseguiu. Há alguns anos, em 1997, tinha tentado ainda uma participação no Sia Santa, não conseguindo também.
Ainda neste mês de “cachorro louco”, começou a ensinar japonês para o preso Alceu (matrícula nº 134490), mas ele desistiu porque a pressão dos outros sentenciados era muita.
Recebeu a demorada carta de oficial inteiro (1/1) na profissão de mecânico geral formado pelo SENAI em novembro de 1999.
Embora tenha feito 40 pontos no exame nacional do ensino médio (ENEM) e ter conseguido nota superior a 78 (na escala de 0 a 100) na redação do mesmo exame, não conseguiu passar na prova da primeira fase da FUVEST, pois ela tinha quebrado o próprio recorde de inscritos de 1999 para 2000: aumentando todas as notas de corte. A sua de 58 passou para 63 e, como sua nota de avaliação foi de apenas 59 pontos, não conseguiu ser aprovado. Foi um ano difícil, mas não se arrependeu, confessa.
Para encerrar, no último bimestre do ano, Júlio foi convidado a monitorar junto ao professor - teatrólogo da FUNAP (Plínio Camillo), as aulas de teatro para os presos da penitenciária que trabalhava, sem terminar o trabalho.
Para encerrar o segundo milênio com boas coisas, fez o seguinte: de 16 a 31 de março participou do curso de aperfeiçoamento para agentes de segurança, realizado dentro da própria Unidade.
Procura pela escola teatral Sia Santa, mas não resolve faze-lo porque era à noite e em dias úteis. Tenta também um curso gratuito no bairro Anchieta, perto de sua casa, mas não concorda com os métodos que já tinha sobre o teatro e resolve não faze-lo. Não perdeu nada com isso porque apesar da fama da escola Sia Santa, ela tem um defeito: valorizar os efeitos de palco e não o trabalho do ator propriamente dito, segundo teatrólogos mais experientes. Em compensação, cursa um módulo de mais uma montagem de Helvécio Alves Júnior. O curso foi de 6 de maio a 02 de setembro, com a apresentação da peça “Buscas” no teatro de Arte e Ofício (TAO), contando com um público de 170 pessoas aproximadamente em apresentação única: 02 de setembro. E não parou nela. Participou de um segundo módulo, da peça mais séria da sua vida até então: “Perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues, apresentada no dia 09 de dezembro e reapresentada no dia seguinte, atingindo um total de 120 pessoas na platéia. Confessa que na primeira apresentação foi muito ruim, pois quem contracenava com seu personagem (Gilberto) não dava as deixas e se perdeu na fala, mas valeu no segundo dia porque se ficou sabendo que na primeira apresentação houve quem dormiu e na segunda houve quem chorou. A intenção do diretor era fazer com que Julio e Rafael trocassem de personagem durante as duas apresentações para que cada um tivesse diferentes experiências, mas por falta de tempo isso não foi possível e o Rafael acabou desistindo de ser o Gilberto também, ficando só com a cena e o personagem do médico.
Enquanto o tempo passava, Júlio dava rápidas recapituladas no caderno do ano passado pra prestar desta vez três diferentes vestibulares: UNESP (Letras – Assis) por indicação da colega do diretor, FUVEST (Letras, novamente) e UNICAMP (artes cênicas). Com a nova ajuda do ENEM 2000 (não tão boa quanto a do ano anterior por ter conseguido só 39 pontos – embora tenha achado mais fácil [prova realizada em 27 de agosto]), fez 63 pontos na FUVEST, mas a nota de corte subiu para 66 neste ano. Contudo, havia a UNICAMP e a UNESP de esperança. Na UNESP não estava tão confiante porque não teve tempo de passar as respostas a limpo; entretanto, a UNICAMP comunicou-lhe que havia passado para a segunda fase com 4,750 (indo para 5,068 com a ajuda do ENEM) pontos; já na segunda teve 25,31% de aproveitamento geral e 1,67 pontos na prova de aptidão ficando em 78º lugar na classificação geral. Apesar da desesperança na UNESP, fez 46,687 pontos, ficando em 156º lugar.
Na prova prática de palco da UNICAMP, encenou Arandir de “Beijo no Asfalto” (Nelson Rodrigues), tendo como réplica sua amiga de palco Simoni Constant.
Em 04 de Junho, realizou o concurso público da Nossa Caixa Nosso Banco, obtendo a 168ª colocação, com 55 pontos do total de 70 possíveis, mas até este ano não foi convocado; desistiu.
Realizou também um curso de orientação para crédito ministrado pelo SEBRAE de 25 a 28 de setembro.
Apresentou a exposição correspondente à inauguração do Centro de Detenção Provisória Belém I de São Paulo de 19 a 26 de outubro, na presença do então governador Mário Covas e secretários.
Durante os dias de 2 de abril a 5 de junho do primeiro ano do terceiro milênio, ensaiou de Sábado, Domingo, segunda e Terça a peça Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues, a convite do diretor Helvécio Alves que foi apresentado no palco do Centro Cultural Evolução, com recorde de público na história do Centro, apesar de todos os empecilhos. Em seis dias de apresentação, aproximadamente 550 pessoas assistiram, algumas sentadas até no chão e outras ficaram fora do teatro. Dessa vez, Julio representou um trio de personagens: o médico, o repórter e o jornaleiro.
Dia 7 de junho participou de uma palestra sobre saúde emocional no presídio em que trabalhava, com o palestrante Ricardo Ströbel.
Em 23 de julho, começa a cursar o curso técnico de administração, cujo foi aprovado em 2º lugar no vestibulinho, empatando com a primeira em notas e usando critério de maior pontuação em língua nacional pra desempate. Esta pessoa? Elaine Bubans.
Em 2 de outubro desse ano, participou de um treinamento ministrado pela ACADEPEN no que dizia respeito à orientação de operação do sistema SIAFEM, implantado no estado em 1996.
Parecia incrível. Em setembro de 2001, é chamado pelo Centro Cultural Americano, onde tinha estudado japonês, para que pudesse lecionar as aulas para o básico I e foi com orgulho. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, uma vez que não acreditava também que as palavras de incentivo de Simoni Constant pudesse dar certo ao entregar um currículo à escola. Coincidência maior foi quando lecionando, uma aluna lhe pára para perguntar algo e na conversação, descobre-se que esta (Tatiana) estudava secretariado onde ele havia passado em Administração.
No curso ainda de administração, dentre outros trabalhos apresentados, o de destaque deste ano foi o de direito e legislação, onde representou o promotor dos Estados Unidos na luta contra o Afeganistão, resultando o julgamento em empate técnico de (Cícero) 4x3 (Julio).
Julio começa o ano de 2002 voltando para o plantão da penitenciária (em 11 de janeiro), prestando concurso público para a Polícia Federal Rodoviária em abril, cujo foi reprovado.
Durante o transcorrer anual, termina (não sabendo como - porque chegava quase sempre atrasado devido ao horário de plantonista) o curso técnico de administração de empresas.
Fazendo outro concurso em 16 de junho com o estilo diferente da prova (o mesmo usado no da Polícia), agora com mais experiência, foi aprovado no concurso da Caixa Econômica Federal ficando em 815ª posição; contudo até o fechamento deste ano ainda não foi convocado.
Indicado por Marizilda [quem conheceu numa convenção ufológica (3ª do Guarujá)], concedeu entrevista a TV Local (canal 25 – afiliada da Globo) no programa da Fernanda (Tchumpers) junto com outros ufólogos de Valinhos, em 26 de setembro.
Em outubro, com muito orgulho, oficializa a vontade de ser amigo da escola e começa a trabalhar num projeto de peça infantil (adaptado de “O palhaço do planeta Verde”) onde tinha feito o ginásio em sua boa parte (E.E Maria de Lourdes). A tentativa acabou falhando porque o horário acabou não sendo coincidente com o das crianças e a adaptada “Menina do planeta Azul” não aconteceu, infelizmente.
De 4 a 8 de novembro participou de mais um curso de formação para ASP, acumulando mais pontos para sua promoção.
No dia seguinte, apresentava para 150 pessoas aproximadamente, em união com o grupo ufológico de Sorocaba, o ensaio técnico de sua palestra de ufologia, respondendo mais como correspondente de pesquisa do grupo.
A PPP (People’s Palace Project – representada no Brasil por Paul Heritage), uma ONG inglesa vem ao Brasil para fazer novamente mais um trabalho com pessoas ligadas ao sistema penitenciário e, aliando-se as técnicas do CTO (Centro de teatro do Oprimido – no Rio), abre a oportunidade às pessoas ligadas ao sistema e convida-as a participar do projeto numa peça escolhida por fusão de várias histórias, dirigidas pelas representantes de Augusto Boal (Bárbara e Hellen) e apresentadas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro ao público inglês, ao conselho britânico (apoiadores do projeto) e às pessoas ligadas ao sistema prisional brasileiro. Tudo isso fecha o ano com chave de ouro pra Julio Cesar entre 18 a 22 de novembro (SP) e 5 a 9 de dezembro de 2002 (RJ).
Ao início do terceiro ano do terceiro milênio, cede outra entrevista ao programa Thumpers (TV Local –canal 25, afiliada da Globo), sobre o tema ufologia, apresentado pela Fernanda, em 29 de janeiro.
Decide por mais uma tentativa de cursar um pré-vestibular na cidade de Campinas – o ZAP. Dali também leva alguma experiência para sua formação, já que o diferencial deste curso foi o lado cultural que tal formação ofertou. Dentre suas contribuições a esta escola, obteve destaque na colaboração da formação de dinâmicas e didáticas para auxílio ao vestibulando e também chegou a participar, sem concluir, as aulas de laboratório teatral que se ministrava aos sábados. No entanto, confessa ter sido o ano que mais se preparou para o sonhado ingresso na universidade (destacando-se por ter feito a maior quantidade de redações – 30 – melhoradas gradativamente de pontuação de 11 a 28 pontos) ainda não era sua vez; sua chamada foi prejudicada por poucos ínfimos 4 pontos na UNESP e outras diferenças mais significativas na USP (não indo nem para a segunda fase) e na UNICAMP (30 pontos).
Em 2004, entra em afastamento no serviço público de 17 de fevereiro a 18 de março de 2004, pedindo sua exoneração ao final da licença, perdendo o direito a licença prêmio conquistada durante o lustro 1998 / 2003. A razão se justifica pelo chamado da Nossa Caixa S/A para trabalhar na cidade de Pedreira e assumir no dia 18 de março a função de auxiliar administrativo, cuja acabou aceitando depois de muito pensar e fazer o curso de integração em São Paulo de 23 a 26 de março no Hotel São Paulo Inn.
Convidado pela aluna formada em teatro na UNICAMP (Lidiane), aceitou participar de um projeto de pesquisa que ocorreria para a realização do mestrado dela. Assim, o início do laboratório de pesquisas deu-se aos 20 de junho e transcorreu até o final do ano, realizado em sua maioria com encontros aos finais de semana. Devido à prestação em diversos vestibulares por diferentes integrantes do grupo, não se apresentou peça alguma em 2004; contudo, grande parte do grupo (participantes também no projeto ZAP), concordaram e continuaram a intenção da apresentação.
Em 04 de julho de 2004, participa do acirrado processo seletivo do Ministério Público da União, acertando 36% das questões e computando 27 pontos para sua classificação. Entretanto, o concurso foi anulado devido à inadequação de local para a realização da prova a ser respondida pelos candidatos de Brasília. A data da nova realização foi para 17 de outubro e, menos do que da primeira vez, computou apenas 24 pontos para a classificação, o que acabou por não ser o suficiente.
O Banco Nossa Caixa patrocinou também o seu curso de venda realizado na faculdade Getúlio Vargas de Campinas. Tal curso foi promovido pelo SENAC e ministrado por pessoa especializada na área (Luciana) durante os dias 19 e 20 de agosto.
Ao contrário do que vinha acontecendo em seus exames vestibulares, Julio realizou a primeira fase da UNICAMP mais uma vez (21 de novembro), bem como a primeira da FUVEST (28 de novembro) e as provas da UNESP (19 a 21 de dezembro); porém, para a sua surpresa, apesar dos seus 32,5 pontos, não é aprovado para a segunda fase da UNICAMP porque “zerou” a redação (motivo pelo qual até hoje desconhece) e é convocado a realizar a segunda fase da FUVEST pela primeira vez na vida, uma vez que com o auxílio do ENEM (55 pontos) consegue os 54 necessários para a convocação, já que a note de corte nesse ano foi de 51.
No dia 30 de novembro é convidado por uma aluna de administração, colega de sua irmã e vizinha, para realizar um trabalho de dublagem nos estúdios televisivos da faculdade Hoyler, na cidade de Hortolândia/SP e o realiza com o maior prazer.
2005 seria realmente um ano diferente na sua vida. De 09 a 11 de janeiro enfrentou a 2ª fase da FUVEST, mas não foi aprovado apesar dos seus 446,3 pontos finais. Entretanto, já se deu por satisfeito nesse ano, uma vez que atingira a 2ª fase, feito antes nunca alcançado!
Ao pedido da gerência regional do Banco Nossa Caixa é transferido para a agência de Amparo / SP para prestar serviços provisoriamente, mas acaba ficando em caráter definitivo devido à segmentação e reestruturação pela qual passava a instituição. Já em 07 de março faz igual transferência (com alguma dificuldade e intermédio do gerente geral da agência – Antônio) para a cidade de Assis, ao seu pedido porque, nessa época, fora aprovado no vestibular da UNESP finalmente; contudo, não foi cogitada até a presente data a classificação e a nota classificatória que o convocou em primeira chamada!!
Apesar das aulas terem sido iniciadas em 28 de fevereiro, assume a universidade em 03 de março começa o primeiro ano letivo da sua carreira acadêmica.
Durante o período de 14 a 18 e 28 a 31 de março é convocado pelo gerente administrativo da agência de Assis para participar do curso de formação de Caixa e assumir esta função o mais rapidamente possível. No entanto, tão rápido foi a convocação para a função a exercer, tão rápida foi a execução do seu pedido de remanejamento e cancelamento da função porque foi constato pelos exames médicos que ambos os braços apresentavam a doença neuro-motora de primeiro grau: DORT 1! Assim, foi encaminhado à 10 sessões de fisioterapia e em 12 de setembro é afastado da função de Caixa para voltar a trabalhar como auxiliar administrativo nato.
Em 20 de abril recebe a convocação da Caixa Econômica Federal para compor o quadro de funcionários dessa empresa, já que prestara o concurso há 3 anos. Porém, recusou-se porque já estava em Assis cursando a faculdade de Letras e trabalhando na Nossa Caixa.
Em detrimento da greve dos bancários naquela época, cede entrevista para a rádio de Assis e para os jornais Voz da Terra e Diário de Assis em 06 de julho, defendendo o ponto de vista dos funcionários sobre a inclusão dos respectivos parentes no plano de saúde mediante apenas pagamento do preço antigo e não o atual (1000% maior).
Participa da palestra do professor Miyura (da Fundação Japão) em 17 de setembro sobre a didática de ensino da língua japonesa para estrangeiros e os respectivos métodos mergulhados em contexto ocidental e basicamente o jeito de dar aulas com piadas, workshops e dinamismo afim de que se crie um interesse maior por parte de outrem no que tange ao aprendizado da língua.
No dia 2 de 0utubro participa também do Simpósio Internacional de língua japonesa em São Paulo, no hotel Maksoud Plaza, no qual foi mencionado o gradativo e constante crescimento da língua japonesa no mercado internacional e as respectivas dificuldades enfrentadas por instituições americanas no que tange a falta de professor no mercado, bem como o novo estilo de se lecionar como vem sendo mencionado nessa época.
Já em 2006 participa do IV Congresso Internacional de Estudos Japoneses no Brasil, realizado concomitantemente com o XVII Encontro Nacional de Professores Universitários de Língua, Literatura e Cultura Japonesa, na USP, onde fez uma breve explanação sobre suas experiências com diferentes técnicas de didática e dinâmica para o ensino da língua japonesa, inclusive valendo-se delas para sua explanação.
Ainda em 2006, alegrou as crianças de uma escola de periferia em Assis (EE “Coraly Júlia), vestindo-se de papai noel pela primeira vez na vida, a pedido de uma colega de banco (Cláudia Regina Góes) – que teve a iniciativa de elaborar a “árvore solidária” na própria agência em que trabalham. A matéria foi coberta pelo Jornal local “Voz da Terra”, tendo Júlio como destaque na foto de primeira página, sub-manchete do evento ocorrido aos 19 de dezembro.
Começava o ano de 2007. Um ano marcante na vida de Julio, pois algumas mudanças administrativas e pessoais começariam a ocorrer. Das administrativas: a tiragem de passaporte (para a concorrência da bolsa de estudos no Japão – na qual fica em 4º lugar e perde a vaga de 2006), a regularização do imposto de renda por si só, a criação e execução do programa (projeto) que contata pessoas que conhecem o japonês, a reestruturação, profissionalização e divulgação do site SIGMA DELTA (em 07-07-07 às 07:07 – trazendo informação sobre japonês, ufologia, teatro e RPG), a inserção na Plataforma Lattes (amplamente divulgada no meio acadêmico) e a participação no projeto Curriculum na internet são algumas delas. Quanto às mudanças pessoais, a mudança de figurino para um estilo social mais discreto (dica de Vilar & Otani – suas amigas, para que ele pudesse se mostrar um pouco mais profissional no banco, cuja a empregabilidade já lhe fora ameaçada), o uso de agenda e canetas de melhor design, o início de musculação (que não deu certo), sua primeira viagem de avião ao nordeste brasileiro (17/07/07 – exatamente no dia do maior acidente da aviação civil brasileira: o vôo 3054) e a primeira confissão religiosa oficial desde que fizera a primeira eucaristia são também exemplos dessas drásticas guinadas.
Participa do V Congresso Internacional de Estudos Japoneses no Brasil paralelamente ao XVIII Encontro Nacional de Professores Universitários de Língua, Literatura e Cultura Japonesa, realizado nos dias 30 e 31 de Agosto na própria UNESP onde estuda e teve a oportunidade de ser convidado para monitorar a recepção de aluno e professoras da UECE e atuar como monitor na realização do evento. Para a realização do fechamento de tal evento, prestou uma homenagem às professoras que colaboraram para tal e também ao novo professor que lá chegara – Luiz Gardenal. Elogiado por ambos os feitos: discurso e hospitalidade, encerra o semestre com um balanço pessoal e profissional um tanto quanto feliz.
Algo inusitado marca o Dia da Árvore do ano de 2007 para Julio: ele é contratado pela primeira vez para atuar como mágico profissional numa festa infantil em Assis a ser realizada no dia seguinte, indicado inclusive pela trupe circense na qual o colega de república estudantil (Valdinei) participa. Foi um trabalho interessante que Júlio não pensara em realizar tão cedo, confessa.
Celebra a abertura da festa de inauguração do livro “Meu primeiro caderno poético” de Rosângela __________ em 29 de setembro, tentando tranqüilizá-la em sua noite de estréia de autógrafos no Galpão Cultural de Assis. Coincidências à parte, ela tinha já convidado Júlio por indicação de outros e porque conhecia seu curriculum para se juntar ao projeto “Casa do Ator” em Assis três anos atrás, o que foi dispensado devido a incompatibilidade da agenda. Júlio inclusive, em seu tal discurso de abertura, expressou o “arrependimento” de certa forma pela não participação.
Ainda em 2007, mais e maiores participações começariam a ocorrer: a apresentação do Auto da Barca do Inferno (quadro do Fidalgo) no seminário de Literatura Portuguesa em 02 de outubro; a participação e apresentação voluntária no seminário de Cultura Clássica sobre “Dionísio” dos primeiro-anistas, aproveitando o ensejo para a realização de uma satisfação pessoal na divulgação das tradições teatrais paralelo a uma vontade porque não apresentara (devida falta de oportunidade) em sua época de novato na faculdade; a apresentação do seminário de Literatura Infanto-Juvenil e de Psicologia da Educação (ambos em 27/10); e a apresentação da aula de Filosofia & Sociedade (em 08/11). É considerado o ano mais difícil do curso e Júlio achou em dado momento que não fosse conseguir; entretanto, ao final, com ajuda dos colegas de classe (Douglas, Márcia, e de república Waldir) (porque foi uma correria muito grande), todas as notas foram boas.
Inscreve-se pela primeira vez num concurso público que realmente dar-lhe-ia a chance exercer a função que dedicadamente sempre se propôs: a de professor. Foi um concurso para a prefeitura municipal de São Paulo, realizado em 19/08, no qual não fora aprovado devido aos 97 obtidos ante os 120 do total. Mesmo que fosse aprovado, não poderia exercer, pois ainda se encontrava no terceiro ano da faculdade. Prestou como treineiro e gostou da experiência.
Em contrapartida, participa de um dos mais valiosos congressos de professores de língua japonesa, realizado na capital paulista, durante o díduo 13 e 14 de outubro: o 7º Seminário dos Jovens Professores de Língua Japonesa, cuja participação, influenciada pelo professor Luiz Gardenal, foi de grande sucesso e divertimento a todos os participantes. Nesse ínterim, Júlio aprendeu novas técnicas, didáticas e dinâmicas que condizem com seu jeito extrovertido de lecionar, às quais dá o devido valor no seu currículo, orgulhosamente.
Apresenta-se como mágico no sarau realizado em Marília no dia 27/11, atendendo com prazer ao convite da Amanda, uma amiga da equipe do Valdinei, o circense que lhe dividira quarto em república. A apresentação de ambos (porque o Nei também participou como palhaço) foi de grande sucesso; arrancaram aplausos de uma platéia de aproximadamente cem pessoas. Julio alega ter tido grande satisfação na apresentação e elogia a realização do sarau, visto que se pareceu, e muito, ao estilo com o qual realiza os seus.
Encerra o primeiro heptênio do terceiro milênio mais uma vez com grande alegria ao participar novamente do projeto natalino do banco Nossa Caixa: ser o Papai Noel de crianças carentes (dessa vez as do Projeto Sorrir, em Assis, no dia 13/12). Confessa que se emocionou mais do que no ano anterior, pois a simpatia de uma criança em especial (Gleice, que bajulava e acariciava o tempo todo o Papai Noel), como não participava do Projeto – e Julio ignorava tal informação – não ganhou presente. De maneira mais especial do que a normal, o Papai Noel foi entregar o presente de última hora na casa da criança e com grande alegria teve o prazer de conhecer a humilde família, cuja vó Eva cuida das quatro crianças que perderam a mãe devido ao câncer e abandonadas pelo pai. Em virtude disso tudo, compromete-se a acompanhar com visitas o desenvolvimento das meninas (o que o faz no ano seguinte, repercutindo na admiração dos colegas de trabalho no banco Nossa Caixa). A matéria, tal qual o ano passado, foi publicada no jornal da cidade “Diário de Assis”. Confessa, inclusive para os colegas, a idéia de adoção que lhe passara pela cabeça...
O ano seguinte (2008) seria um ano meio extremado, por assim dizer; pois grandes coisas aconteceriam para marcá-lo na vida de Julio Cesar. Dois pontos (um de cada extremo) se sucederiam: a ida para o Japão e a morte de seu PAI.
Ainda trabalhando como bancário na Nossa Caixa, obtém ajuda sindical (Hélio e cia.) para conseguir a requerida licença bienal pleiteada em prol da aquisição de sua bolsa de estudos acadêmica. Considerando o fato da considerável “luta” que foi para consegui-la, não poderia ele deixar de mencionar a importância daqueles que o incentivaram a fazê-la, a quem sinceramente agradece e se desculpa pela não-citação de nomes, mas que os guarda com gratidão no coração. Assim, afasta-se do Banco aos 22 de agosto de 2008, sem ainda assinar oficialmente a aquisição da licença, já que pelo fato da viagem ao Japão marcada, não se teria tempo hábil.
06 de Agosto de 2008. Morre aos 21.666 dias de vida, seu pai (José Francisco Alves), torcendo pra que o filho realizasse o sonho de ir ao Japão e cientemente feliz sabendo que o havia conseguido!... Vítima de irônico câncer gutural e pulmonar, o popular “Zé Barulho” deixa essa vida enterrado ao lado de seu próprio pai na interiorana cidade de Aguaí/SP ao nonagésimo minuto do dia, recebendo lindas homenagens de amigos e familiares. Seu velório foi celebrado pelo sobrinho Carlos Alves (hoje padre) e pelo (Sebastião Seco - diácono) tio de sua esposa. Sob o discurso deste filho (que fez questão de ressaltar o jargão que mais ele usava “Obrigado, Deus!”), parte tranqüilo, concedendo-lhe as bênçãos e hoje sendo rendido por esta homenagem, que aqui bem cabe.
Tranca a matrícula da faculdade de seus sonhos no penúltimo semestre do curso, num ato que se consideraria loucura, se não justificado pelo intento maior: cursar uma especialização do idioma japonês no país das cerejeiras e depois regressar para a conclusão do curso. Tal feito se deve a aprovação em primeiro lugar nas avaliações estipuladas pela UNESP referentes ao processo de intercâmbio internacional (diferentemente do ano anterior em que ficou em quinto colocado), concorrendo dessa vez com 7 outros candidatos (inclusive do campus de Bauru), dentre eles Julio Quiezi, Rodrigo Tanaka e Mariana Matsuoka com quem partiu para o Japão às 23 horas do dia 31 de Agosto de 2008 pela TAM/ANA, ainda não crendo no que acontecia, no aeroporto de Guarulhos, onde teve a despedida de alguns parentes (Luiza, Rita, “Rodrigo”, Célia, Adilson, Giovana, Gabriela, Luiz Fernando, Ernesto, Rosana e Cibele).
Nesse processo de transição, uma semana antes, a despedida de Assis ficou por conta do discurso feito ao final do IV Festival de Música Japonesa no Salão de Atos da UNESP organizado pelo Julio Quiezi. Nessa oportunidade, foi rendida algumas homenagens às respectivas professoras, a entrega de singelas lembranças em forma de agradecimento, a narrativa das experiências vivenciadas no processo seletivo e da saga que foi para chegar a receber o prêmio da bolsa de estudos, bem como o incentivo aos que advêm nessa empreitada; tudo feito com o maior orgulho possível...
Já no âmbito religioso, o ano de 2008 foi igualmente importante, pois a convite fundamental de sua irmã, participa de um retiro espiritual mundialmente conhecido como TLC na Igreja Católica. Durante o tríduo de_________, ficou alojado na escola _____________ em Mogi-Guaçu/SP, onde presenciou (emocionado) várias palestras com lições, modo e milagres de/na vida. Sua participação como cursista no XXII TLC de Mogi-Guaçu teve fundamental importância dada a situação em que emocionalmente vivia: o câncer do pai, a ida ao Japão, a transformação espiritual pela qual passava e a saúde de seu avô materno. Como o Retiro, na verdade, é composto por três fases e ele só pode participar de uma, prometeu voltar do Japão na intenção de não só concluir as outras duas etapas, mas também de preparar uma palestra sobre seu testemunho tamanha a importância que se teve pra ele no evento.
Em 2009, ainda na faculdade de Tenri, no Japão, recebe uma importante homenagem da qual até o presente dia se orgulha. Trata-se de um reconhecimento pela ajuda dada aos estrangeiros que lá se estabeleciam como ele. Os favores feitos e auxílios prestados a estes estudantes recém-chegados chegou ao conhecimento do professor Yamochi e da professora Wazima – responsáveis pelo curso de língua portuguesa no intercâmbio – e culminou na surpresa homenagem ao Julio, cuja gratidão se expressa tamanha a ponto de dedicar nota especial nesta biografia. Retorna para o Brasil em 24 de Agosto do ano em curso, carregando orgulhosa e literalmentemente o presente no peito o presente da homenagem: uma gravata da Universidade concedida somente as autoridades acadêmicas em visita oficial! Julio foi o primeiro aluno-bolsista a recebê-la como gratidão, segundo dizeres da própria professora Wazima.
Ainda em 2009, já no final, conclui o tão sonhado curso de Letras em Assis e participa de um processo seletivo com mais três concorrentes de classe para dar aulas de japonês na escola da associação de Indaiatuba e é aprovado em primeiro lugar, iniciando suas atividades com grande alegria em 25 de janeiro do ano seguinte.
Em 28 de setembro de 2009, recebe a habilitação de categoria “D” pela auto escola Rosana em Assis/SP.
Agora, já formado em Língua Japonesa, na iminência de efetivar o seu sonho, faz uma entrevista para trabalhar na Escola Nitigogakko de Indaiatuba, concorrendo com outros três colegas de Faculdade (Mônica Fernandes, Bráulio e Aneliza Cláudio). Vence a concorrência e começa a compor o quadro docente em 18 de Janeiro de 2010 (ainda permanecendo afastado do então Banco do Brasil). Sua participação na escola não dura o esperado em virtude de algumas falhas profissionais, que não estavam a agradar o ritmo da escola e a não corresponder às expectativas. Aproveitando ainda a chance de permanecer como bancário, entra num acordo de desligamento para que – refletindo mais sobre a carreira e analisando os acontecimentos – possa novamente se inserir no meio educacional. Deixa a escola sob lágrimas (por não ter cumprido o objetivo), mas sob a alegria de tê-lo tentado e sob a emoção da despedida dos alunos... em 3 de setembro de 2010.
Antes, porém, de se desligar por completo da escola Nitigogakko, ainda prestou o Exame Nacional de Língua Japonesa, promovido pela CBLJ, obtendo a classificação máxima (A) no módulo 2.
Assim, no dia 8 de setembro seguinte em razão do convite pela Mônica Fernandes (a mesma colega que outrora foi concorrente em Indaiatuba) a participar do quadro docente do Colégio Harmonia, passa pelo processo seletivo da escola e, então, inicia-se o que o próprio Julio chamou de “segunda chance” na sonhada carreira; e nesta escola permaneceu, trabalhando com alegria.
A licença do Banco do Brasil foi prorrogada até o dia 30/11/11, mas em detrimento do sucesso obtido no Harmonia, Julio pensou em pedir baixa do banco para permanecer como professor em São Bernardo do Campo/SP, retornando a cidade que outrora (1988) havia morado com sua tia Janete.
2010 também foi o ano de concursos. Pela segunda vez, Julio presta o concurso do Ministério Público da União em 12 de Setembro e alcança a marca dos insuficientes 66 pontos, apenas.
Em 24 de Outubro tenta também entrar para o PEJA (Projeto de Educação de Jovens e Adultos) da Prefeitura de São Bernardo do Campo e obtém 60% de acertos na prova, ficando em 476º lugar (última classificação na lista homologada), aguardando a chamada para o ano seguinte. Chamada esta que até o final de 2014 não ocorreu.
Como é de praxe, todo ano Julio também se inscreve no Teste de Proficiência Internacional e desta vez o nível prestado foi o 3. É importante ressaltar que especificamente a partir desse ano o Exame inseriu um novo nível intermediário entre o 3 (antigo) e o 2 (antigo), ficando agora com 5 níveis de avaliação, cujo resultado aguarda-se para o ano seguinte.
17 de Outubro. Data em que era para ele ter feito o teste de Oratória e concorrer a uma viagem ao Japão. Crê-se que pela primeira vez, desiste por vontade própria e perde (dispensa) um concurso na vida. Fatídica data, justificada pela não memorização do texto, que se fazia necessária. Contudo, acompanhou o evento e achou melhor não se expôr para melhor se preparar no ano seguinte, o que também não aconteceu.
Começa o primeiro ano da segunda década do terceiro milênio e Julio é aprovado no Novo Nível 3 de Proficiência em Língua Japonesa. Ainda em 2011 recebe o Certificado de Proficiência em nível Nacional (promovido pelo Centro Brasileiro de Língua Japonesa), atingindo o nível mais alto do teste – o 1 – ainda que com notas não tão altas.
Continua trabalhando no Colégio Harmonia, desta vez como professor efetivo na área de Japonês e em 1 de fevereiro assume a ACREPA (Associação Recreativa da Paulicéia), também como professor de japonês e, com a ajuda e esforço de todos, octuplica o número inicial de alunos, passando a gerir a escola em caráter comodatário a partir do 4º trimestre.
Nesse mesmo mês começa a fazer parte da Companhia Komos de Teatro em Santo André/SP, a pedido do colega de trabalho e diretor da Companhia – Joca Carvalho, onde inicia a 8ª apresentação de sua carreira, interpretando o ingênuo “portador da d. Belinha”, durante uma temporada de 2½ meses, com um público de aproximadamente 160 pessoas.
No reingresso ao Teatro, aproveita para participar de mais duas oficinas promovidas pelo SESI (“Cantando em Movimento” e “O Jogo da Comédia”), realizadas nos dias 17 e 24 de setembro com a Sandra Corveloni.
Começa 2012. Já no primeiro semestre faz a matrícula no Módulo 9 do Curso de Japonês da Aliança em São Paulo, terminando-o com média de 7.7 e seguindo para o segundo semestre no Módulo 10, com média de 8.8.
Em Abril, terminaram as aulas da Nanci.
Desligado do colégio Harmonia em 20/12/12, vai morar com o seu primo Bruno Giovani, vivendo com as aulas da ACREPA e do Seguro Desemprego do Harmonia, ao qual tem séries críticas e elogios guardados aos alunos que deixam saudades.
2013. De maio deste ano até Fevereiro do ano seguinte, ministrou aulas de japonês na Skill, escola de idiomas em São Caetano do Sul/SP, desligando-se apenas para se mudar para SC.
Mais aulas particulares surgiram nesse tempo e de Setembro deste ano até Abril de 2014, Julio lecionou na casa dos Sato o idioma japonês.
De Agosto até Junho do ano seguinte, também ministrou aulas de japonês em Pinheiros/SP, numa escola de idiomas chamada Eagle Eye.
Foi um ano bastante movimentado de aulas, pois até de Português (pela primeira vez oficialmente) aulas foram dadas, quando fora contratado para trabalhar de Outubro a 4 de Dezembro no Colégio Sapiens, em sua terra natal.
Não só no âmbito profissional, mas também no afetivo, foi um ano marcante, pois resolve – em sua viagem de férias de volta da Argentina – conhecer uma correspondente que há 12 anos conhecia apenas por carta, sem foto, sem nada. Mal sabia ele que desse emocionante encontro gravado pelas câmeras da TV X surgiria um relacionamento que o traria de mudança para SC um ano depois.
2014. No dia 03/06/14 sofre um acidente de bicicleta, permanecendo com o braço enfaixado no próximo decíduo e cancelando temporariamente as aulas de japonês na ACREPA, até então única fonte de renda. Em Julho começava mais um período de transição na sua vida. Ele se mudaria para outro estado (SC), acabar-se-iam oficialmente as suas aulas na ACREPA (porém continuando com 3 alunos interessados, via internet) e planejava fundar o idioma japonês na cidade de Garuva/SC.
Renova a sua habilitação para motorista, acrescentando mais uma categoria (“A” – motocicletas) ao ser aprovado com 10.0 no exame prático de 8 de Agosto, para preocupação de sua mãe, mas útil para a visada utilidade futura: locomoção entre as escolas de SC.
Dia 3 de Agosto realiza a prova para concurso público efetivo na prefeitura de Joinville/SC, na qual foi aprovado em 33º lugar com 51 pontos.
No dia dos professores participa do 32º Concurso Literário Japonês (Takemoto) pela primeira vez, participando de 6 das 9 categorias, mas sem ser escolhido em nenhuma delas...
O segundo semestre em si foi um semestre de escolhas e pretensões: entrega de curriculum’s nas escolas particulares da região e em empresas ligadas direta ou indiretamente ao japonês (hotéis, indústrias etc), todos sem sucesso...
Realiza a prova em 19 de Outubro, duplamente qualificada: a primeira para professor em caráter temporário para o estado de SC, sendo aprovado em 31º lugar com 5700 pontos; e a segunda, igualmente aprovado em 41º lugar com 4800.
Na Proclamação da República desse ano, em comunhão com a Secretaria de Cultura Esporte e Turismo de Garuva/SC, realiza um evento sobre a Cultura Japonesa, no qual estiveram presentes 20 alunos das escolas públicas convidadas, sendo destacado na Rádio Máxima e nos tabloides da cidade, inclusive com matéria de capa no site da prefeitura e boa repercussão na cidade.
No dia seguinte, realiza a prova para professor de português em caráter temporário na cidade de Garuva/SC, sendo aprovado em 2º lugar com 4,858 pontos (com destaque para o projeto = 8 ⅔).
No dia 23 de Novembro apresenta uma palestra motivacional sobre o idioma japonês para centenas de pessoas na 4ª edição do HANAMACHI – um grande evento sobre cultura japonesa, mangás, animês, tokusatsu’s etc, realizado na cidade de Joinville/SC.
Julio começa o ano de 2015 trabalhando com uma carga de 30h semanais como professor de português na EE Vicente Vieira em Garuva, assumindo mais 20h à oferta da própria prefeitura, totalizando 50h semanais, com as quais permaneceu até o 1º semestre, porque – vítima de uma agressão física à cadeirada do aluno Rafael Silva (até então cursando o “supletivo” da 6ª série) – não seria mais viável a sua permanência em sala de aula, voltando à carga horária antiga até o final do ano letivo.
Em 21/11/15, a incentivo do tio de sua namorada, prestou concurso para cargo efetivo de motorista da Câmara dos Vereadores de Garuva, sendo aprovado em 2º lugar com seus 86⅔% de acerto.
Uma semana depois (29/11/15), prestou concurso para cargo efetivo na Prefeitura de Garuva, acertando 70% da prova e sendo classificado em 3º lugar, com seus 66,58 pontos totais.

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