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EDUCAÇÃO

            O currículo escolar do sistema educacional do Japão é bem diferente do nosso. Acompanhe: seis anos de primário, três de ginásio, três de colégio e depois mais dois ou quatro anos de faculdade, conforme o curso; alguns chegam até oito anos!
Normalmente os estudantes ficam em escolas oito horas (ou mais) por dia estudando e também praticando várias modalidades de esportes e artes.
Para provar tudo isso, apresento o número de 0,1% de analfabetismo!, buscado a partir da Era Meiji até 1912.
Durante a vida escolar o aluno participa de atividades extra-curriculares e de clubes de xadrez, ikebana, sadou, música e etc.
Desde a época de estudante do jardim de infância (youchien) até se formar no colegial (koukousei), as escolas obrigam aos alunos usarem o uniforme tradicional japonês. Cada escola adota um modelo diferente, mas sempre baseado no mesmo padrão: as saias de prega, meia ¾ e camisa para as meninas e calça social com uma espécie de terno para os meninos. Mesmo aos domingos (quando são realizados eventos promovidos pela escola), as colegiais vão uniformizadas onde quer que seja.
É comum os alunos se formarem e, antes de entrar para a universidade (onde a vestimenta é mais liberal), as meninas se tornarem as famosas “geeru” (do inglês, girl), usando uma maquiagem carregada, pintando o cabelo, usando vários colares, brincos, pulseiras e óculos fashion, justamente porque em época estudantil eram proibidas pela regra da escola.
Ainda que público, o ensino no Japão apesar de mais barato, é pago. As faculdades de medicina, por exemplo, chegam a custar em média o triplo do que se costuma pagar no Brasil.
O período de férias escolares é bem diferenciado do Brasil, pois o ano letivo começa em abril, vai até julho e só em agosto é que ocorre as férias de verão. Em setembro, então, começa o novo semestre (de inverno) e vai até início de fevereiro, interrompido apenas nos dez dias de recesso entre o Natal e o Ano Novo.
Bolsistas do mundo inteiro fazem intercâmbio nas principais faculdades japonesas, seja através das Bolsas da famosa JICA, seja com o processo seletivo do Monbusho, seja com convênios firmados entre as faculdades dos países. No caso do Brasil, a UNESP mantém convênio com a faculdade da cidade de Tenri, em Nara, e ano a ano envia 2 bolsistas para trocar com outros 2 japoneses que saem da Faculdade de Tenri para estudar no Brasil.
A habilitação de veículos menores como pequenas motocicletas, por exemplo, é dada aos jovens de 16 anos para que ele possa freqüentar a faculdade com o veículo. Vale lembrar que a maioridade é alcançada aos 20 anos, onde existe inclusive um ritual (religioso-tradicional) de passagem.

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