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GEISHA

            O “gei” da palavra Geisha,vem de Arte e o “sha” significa pessoa; portanto, pessoa da arte, artista.
Essas mulheres, embora estudem a arte da sedução, dança e canto e sejam confundidas muitas vezes com prostitutas na visão ocidental, não o são porque na verdade trata-se de mulheres que na Idade Média eram encarregadas apenas de servir os senhores feudais, como hoje uma empregada doméstica faz ao patrão que a contrata.
Isso acontece provavelmente devido à confusão que se fazia com as ditas Oiran’s, que eram prostitutas de fato no início do século XVIII. Salvo pela diferença de que o governo obrigou as Geisha a usarem o Obi amarrado pelas costas a fim de que não pudessem serem confundidas com as prostitutas, que foram gradativamente se acabando. Homens muito ricos, chamados Danna (patrão) pagavam pelo atendimento preferencial das novas geisha’s e alguns pagavam muito para que pudesse tirar a virgindade dessas “geisha’s”, muitas vezes vendidas as Casas de Chá pelas famílias que eram pobres. Com o advento da Era Meiji, a verdadeira Geisha recuperou sua moral e passou a ocupar seu verdadeiro papel, não sendo mais confundidas com prostitutas. Além disso, na época da tomada do Japão, prostitutas se venderam como geisha aos soldados americanos, fazendo com que a falsa idéia de que realmente o fossem fosse dissiminada.
A diferença está em que a Gueisha executa o serviço com maior presteza e dedicação, dada a questão cultural em que se educa. Na verdade, como se trata de um serviçal melhor qualificado, pode-se dizer que se compara a um mordomo, por assim dizer, com o diferencial de entreter o cliente.
Quando em período de treinamento – que começa por volta dos oito e acaba aos vinte de idade –, as Geisha’s são chamadas de Maiko. Há também as Hosutessu, que são responsáveis pela quebra do formalismo (especialidade da geisha). Nos bares onde as pessoas vão depois do trabalho para relaxar um pouco, a função da Hosutessu é manter a conversação e os copos de bebidas sempre cheios.
O primeiro estágio do treinamento (chamado Shikomi) consiste em se instalar na Okiya para passar por “árduas” tarefas domésticas a fim de que possa se acostumar com as tradições e com o estilo da vida gueixiana. Com uma difícil prova final de dança, a promovida passa para o segundo estágio (chamado Minarai), onde começa a participar dos banquetes chamados ozashiki sob a orientação de uma Geisha mais experiente, recebendo assim 1/3 do pagamento normal; inclusive, nesse estágio essa relação com a mais velha é oficializada com um ritual específico. Já num terceiro momento, ela se torna Maiko, mas ainda dependente, de certa forma, da mais velha, porque esta começará a inserir a nova geisha na camada social, fazendo com que seja requisitada nas festas quando formada, já podendo cobrar o preço normal.
A história da tradição japonesa destaca duas importantes gueisha’sKiharu Nakamura e Mineko Iwasaki. A fama atribuída a esta última se deve ao que disse uma vez sobre o mundo Karyuukai (o “mundo” em que elas vivem): “Gueisha é como uma flor, bela em seu próprio estilo e como um salgueiro, graciosa, flexível e forte”. Isso porque o uma tradução aproximada da palavra pode ser: “flor” (ka), salgueiro (ryuu) e “mundo” (kai).
Hoje em dia é raro encontrá-las, mas ainda são vistas com maior freqüência na cidade de Kyoto, por ser esta uma das mais tradicionais do Japão.

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