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RELIGIÃO

            O povo japonês é dividido em duas religiões básicas: o budismo e o xintoísmo, mas seguem comumente as duas. A religião determinou a história do país e serviu como base ética também.
O budismo surgiu na Índia entre 500 – 520 a.C., transmitido por Sidarta Gautama que mais tarde adota o nome de Buda (o iluminado). Essa religião prega a filosofia de que o sofrimento humano é causado pelo apego às coisas materiais e que pode ser eliminado pela disciplina mental e física. Adeptos e difusores da filosofia são enviados e chegam ao Japão entre 596 e 621, convertendo todo o país em 800. Entre os ensinamentos budistas, destaca-se a lei do carma que diz que as ações humanas nesta vida determinam suas futuras reencarnações e o objetivo maior da vida é chegar ao nirvana, ou seja, estado que se está libertado dos materiais e das reencarnações. Mais que religião é filosofia e se resume assim:

            Já o xintoísmo surgiu no Japão após o século VI para contradizer o budismo. Sua doutrina e rituais são referentes a adoração da natureza e dos ancestrais, como por exemplo a deusa do sol ou a “governantes dos céus”, heróis nacionais, espíritos protetores da família e as divindades de rios, árvores etc. São crenças das antigos tribos da Ásia Central que se estabeleceram inicialmente em Kyushu e se baseava também em 8 tipos diferentes de espírito (almas ancestrais) que protegiam o povo. Shinto significa “caminho dos deuses” e diferentemente do budismo, não pregava a imortalidade da alma que reencarna várias vezes.
Essa religião divinizava o imperador que era tido como deus supremo por personificar a deusa Amaterasu Omikani cuja dizia que “todo seu desejo é ordem e toda a ordem é justa e benéfica” e era a oficial do Japão, mas devido as ocupações, em 1946 foi abolida como religião. Pressionado pelas forças de ocupação, o imperador renunciou a divindade em um programa dramático de rádio.

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