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TEATRO

            O teatro japonês baseia-se em vários tipos:
            O Kabuki é um tipo mais clássico do Japão, originou-se no século XVI, é apresentado em palcos grandes e cenários maravilhosos, de ação rápida, todos os atores são homens e os que fazem papel feminino são treinados desde a infância e os espetáculos duram 4 horas porque são várias apresentações, mas se pode comprar ingresso para apenas uma delas.
            Já o , é o contrário do kabuki porque não há cenário a não ser um pano pintado no fundo; é a mais antiga arte cênica (séc. XIII), com movimentos lentos, feito por elenco masculino que usam máscaras de madeira e era apresentado antigamente só ao povo da nobreza. Neste teatro, cada movimento, cada gesto do ator representa algo que dá o desenvolvimento da cena; não há muita fala, simplesmente gestos significativos, como por exemplo, um passo a esquerda que quer dizer recuar, caso fosse uma cena de batalha e de honra.
Bunraku é teatro de marionetes usado só no Japão que narram os mesmos tipos de histórias do kabuki e do . Como o “ocidente” não está acostumado a apreciar apresentações cujas cenas são representadas por bonecos com um metro de altura controlados por um mestre e dois assistentes vestidos de preto, não é de muito agrado dos estrangeiros.
            O Kyogen é o gênero mais antigo de teatro falado do Japão e está estreitamente associado ao teatro , pois era originalmente apresentado no intervalo entre os atos das peças de .  A diferença é que o restringe-se quase sempre a temas solenes, enquanto o Kyogen apresenta uma visão cômica ou satírica das situações cotidianas, para fácil deleite das platéias.
O teatro Kyogen atrai cada vez mais a mocidade japonesa. Atualmente nota-se uma grande tendência de atores bem jovens atuarem nos palcos de Kyogen. O motivo do grande interesse dos jovens pelo teatro Kyogen está relacionado a tradicional família Shigeyama. Os atores que deram início a esta nova tendência são dois irmãos: Shigeyama Motohiko, de 27 anos e Ippei, de 23. Os dois jovens já apareceram em novelas e shows musicais da televisão, o que atraiu o interesse de outros jovens pelo Kyogen, principal gênero de atuação dos dois irmãos. Os fãs dos irmãos Shigeyama começaram logo a assistir as peças interpretadas pela família Shigeyama e a se deixar fascinar também por outros atores jovens do Kyogen.
Esse crescimento de interesse dos jovens japoneses pelo Kyogen deu origem ao grupo TOPPA, que é um grupo criado no ano de 2000, por seis jovens atores, com o objetivo de estudar e aprender as técnicas deste gênero teatral, dominando assim o Kyogen para manter vivas suas tradições clássicas. Afinal, Kyogen é entretenimento e seus espetáculos devem ser apreciados.
            O Ryukyu é uma dança tradicional japonesa que nasceu como dança da corte no Reino de Ryukyu (atual Okinawa), no século XV. Foi praticada originalmente para saudar o regresso de emissários à China. O caráter moderado da dança é singular – a música desperta vivas emoções nos dançarinos, mas eles só expressam os sentimentos através de movimentos sutis.
Segundo Majikina Yukako, neta da diretora da escola Shynio-ryu da dança tradicional, o Ryukyu tem um ritmo suave que reflete a harmonia da natureza. O estudo prático da dança exige enorme dose de concentração. È fácil dançar com jeito de boneca, mas é difícil expressar os próprios sentimentos através da dança, diz Yukako. O dançarino deve ter experimentado em plena intensidade as várias emoções humanas e, pra isso, precisa ter experiência de vida, ou seja, ter uma certa maturidade.
A dança clássica de Ryukyu tem um valor artístico equivalente ao e ao Kabuki. Ele cativa o público tanto quanto esses estilos de teatro clássico japonês, mas de um modo diferente. A dança de Ryukyu tem que ser tão empolgante a ponto de deixar o público inteiramente imerso nos movimentos.
            Nukui-bayashi é um gênero tradicional de música e dança japonesa que nasceu na primeira metade do século XIX, originalmente praticado em festas populares para saudar a vinda dos deuses e atrair prosperidade para a comunidade.
Na apresentação de Nukui-bayashi, cinco músicos tocam vários instrumentos tradicionais: uma flauta, um gongo, dois tambores pequenos e um tambor grande.
O que há de melhor nesse gênero de música e dança é que todo mundo pode participar. Quando o embalo chega ao auge, o público também começa a dançar.
As crianças iniciam a prática dançando ao ritmo da música com movimentos exagerados, sempre se mantendo em baixo centro de gravidade. Imitam então agricultores do Japão antigo, quando simulam o uso de enxadas para revolver o solo e torcem o suor das toalhas de mão. Durante a apresentação formal, usam máscaras para imitar o bufão dançarino, a mulher-da-cara-de-lua, o leão, a raposa ou outras criaturas fabulosas.
O estilo de música e dança Nukui-bayashi surgiu quase 170 anos atrás, mas desapareceu depois da segunda guerra mundial, porém foi reavivado por um grupo de amigos que após um esforço de 30 anos fundou a Fundação da Sociedade de Conservação do Estilo Nukui-bayashi. Algumas melodias foram modificadas e o ritmo acelerado para satisfazer gostos modernos. Este é outro modo de assegurar que o Nukui-bayashi não volte a desaparecer.
            O Gagaku nasceu há aproximadamente 1300 anos como arte dramática para a corte imperial japonesa, misturando estilos diferentes de música e dança – alguns vindos da Ásia continental através da China e da península coreana, outros originais do próprio Japão. Tendo mudado muito pouco ao longo dos séculos, o Gagaku é uma das artes dramáticas tradicionais mais singulares do mundo.
Quase todas as apresentações de Gagaku eram parte de eventos da corte, daí porque só um restrito número de japoneses tinha a oportunidade de assisti-las. Mas isto mudou recentemente, e hoje suas apresentações também são feitas para o público em geral.
Essa antiga arte dramática é formada por um conjunto de kangen (sopro e cordas) que acompanha a dança. Os principais instrumentos são: yokobue [Fig. 1], que é uma flauta transversal; o sho [Fig. 2], uma espécie de flauta de pã; o hichiriki [Fig. 3], que é um tubo semelhante ao oboé; o biwa [Fig. 4], alaude de braço curto; o koto [Fig. 5], cítara dedilhada; e o taiko [Fig. 6], o tambor.
As tradições cortesãs do Gagaku são mantidas vivas por músicos vinculados ao departamento de música do setor de cerimônias da agência da Casa Imperial do Japão.
O objetivo principal da Casa Imperial é preservar o Gagaku como arte dramática. O estilo da dança e da música, assim como o desenho dos trajes, instrumentos, máscaras e outros adereços permanecem vivos hoje como parte de uma herança das antigas culturas asiáticas. Elementos tangíveis e intangíveis do Gagaku são patrimônios de valor inestimável do passado e é muito importante que sejam conservados intactos para as gerações futuras.

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