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ESCRITA JAPONESA

Até o século IV aproximadamente o Japão era um país ágrafo, ou seja, não possuía a escrita. Foi a partir do século V que houve um empréstimo da escrita chinesa para escrever o japonês e o “chinês”.
Na escrita japonesa existem três alfabetos: o Hiragana, o Katakana e o Kanji.
O Hiragana tem as formas mais curvas, enquanto que o Katakana tem formas mais quadradas em seus traçados.
Ambos são assim divididos: básico, composto e complementar, totalizando 104 caracteres cada um que correspondem a maioria de nossas sílabas.
Já o kanji é o ideograma que exprime a idéia completa, ou seja, uma palavra como trovão por exemplo pode ser escrita num único ideograma (“letra”, símbolo). Ele foi introduzido no Japão antes do século V e são pronunciados de duas maneiras diferentes:
On-doku (leitura pelo som), cujo é a leitura chinesa que o japonês adaptou na época da introdução;
Kun-doku (leitura pelo significado), cuja a leitura se faz adaptando a palavra japonesa ao símbolo chinês de igual significado.
Conta-se hoje 45.000 ideogramas que nem mesmo os japoneses mais graduados conhecem. Entretanto, conhecendo uns 4.000 é suficiente para ler qualquer revista ou jornal. Os mais estudados geralmente conhecem 10.000 kanji aproximadamente.
A formação do Kanji se deu por processo pictográfico de quatro modos:
Shokei (figura): representação de idéias em formas de figuras, como Sol, Montanha, etc;
Shiji (indicação): representação de idéias mais abstratas, como Cima, Baixo, Dentro, etc;
Kaii (combinação de idéias): combinação de dois ou mais símbolos para a criação de um único ideograma;
Keisei: combinação do elemento fonético e do elemento semântico
Além de todos esses, existe um auxílio ao alfabeto japonês que é o Furigana, ou seja, são escritas Hiragana que colocadas ao lado do Kanji (ou acima dele) facilita a leitura de quem não os conhece. Sem contar com o Okurigana (fonogramas usados para completar a leitura do ideograma pelo sentido – no caso, geralmente o Hiragana é que se mistura com o Kanji) e o sistema Romaji, que nada mais é do que a escrita baseada no sistema Hep-Burn que permite ocidentais lerem palavras japonesas, por usar caracteres romanizados. Diga-se de passagem, é o usado nesta página. Todos estes sistemas formam o processo de transformação pelo qual passou o sistema de escrita do Japão. O Kokuji, por exemplo, são ideogramas japoneses que expressam objetos, nomes e idéias e que possuem a leitura apenas pelo sentido.
Vejamos algumas observações, antes de começarmos a apresentar a tabela dos Katakanas e Hiraganas e bem como usá-las corretamente.
ão há sílabas tônicas em japonês;
“H” tem som de “RR”, “CH” tem som de “TCH”, “R” é pronunciado como em cenoura, “G” tem som de “GU” (quando antecedido de I ou E), “J” tem som de “DJ”.
O Katakana é usado para nomes de origem estrangeira e próprios. Já o Hiragana é usado para frases de sentença.
A única consoante muda que existe na língua é o N e mesmo assim aparece só no final de cada sílaba, ou seja, para escrever NE, por exemplo, não se pode colocar o “n” e depois o “e”, uma vez que o caracter “ne” já existe no alfabeto. Este “n” seria o caso de uma sílaba como shin: shi + n.
Agora observe como utilizará a tabela dos dois alfabetos:
Cada retângulo corresponde a uma seqüência de vogal: a, i, u, e, o.
Do lado esquerdo de cada retângulo (que será dividido em três partes) está os ideogramas em Hiragana, no meio os em Katakana e à direita a tradução para o Romaji. Veja a ilustração:

A

 

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